Atirador mata 7 em faculdade da Califórnia

Homem não identificado invade centro cristão de ensino superior onde teria estudado, na cidade de Oakland, e abre fogo contra universitários

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2012 | 03h02

Um homem cuja identidade não foi divulgada abriu fogo ontem numa universidade cristã de Oakland, na Califórnia, deixando sete mortos e três feridos, segundo a agência de notícias Reuters. O atirador está sob custódia da polícia e até ontem não havia informações sobre a motivação da chacina. O homem teria sido estudante da universidade, afirmaram testemunhas a um jornal local.

O episódio é o mais recente ataque dos chamados "atiradores solitários" em universidades e escolas americanas, trazendo de volta o debate sobre o fácil acesso a armas de fogo nos EUA em meio à campanha eleitoral.

Os alunos da Universidade Oikos, mantida por uma organização cristã coreana, foram retirados pela polícia de dentro dos prédios da instituições e levados a um local seguro. "Nossa prioridade agora é tratar os feridos", disse John Watson, porta-voz da polícia de Oakland, uma cidade localizada nos arredores de San Francisco.

Imagens de cinco dos corpos foram exibidas pela rede de TV ABC. De acordo com autoridades, o atirador agiu sozinho.

O ataque ocorreu no meio da manhã, quando estudantes assistiam às suas primeiras aulas do dia. De acordo com os relatos, o assassino teria feito os disparos contra alunos de um dos cursos da universidade sobre medicina oriental e teologia.

"Ele entrou na sala de aula, foi para a frente atirou contra um aluno. Em seguida, começou a disparar contra os demais estudantes", afirmou uma pessoa que estava na universidade no momento do ataque.

O pastor Jong Kim, que fundou a escola há uma década, disse ao jornal Oakland Tribune que o aluno "havia estudado enfermagem" na universidade, mas não estaria mais matriculado. Jong não sabia se sua saída fora motivada por uma expulsão ou por decisão do próprio estudante de abandonar o curso. "Eu escutei cerca de 30 tiros e estava no meu escritório", acrescentou ao descrever o crime.

Uma testemunha disse ao Oakland Tribune que o suspeito tinha origem asiática, usava um gorro e estava calmo quando foi detido pela polícia, na saída de um supermercado da cidade, a 7 quilômetros do local do ataque. A universidade onde ocorreu o ataque fica em um bairro tradicional da comunidade coreana.

De acordo com a mídia local, citando autoridades, o suspeito usava roupas cor cáqui, era musculoso, falava coreano e aparentava ter cerca de 40 anos.

O presidente do Conselho Municipal de Oakland, Larry Reid, afirmou a jornalistas que a polícia descartou a possibilidade de o atirador ter recebido ajuda de um comparsa. Reid tentou acalmar a população, dizendo que as provas do crime indicam que a tragédia foi um caso isolado e não parte de ataques em série.

O principal hospital da cidade publicou uma nota dizendo que cinco vítimas do atirador da universidade deram entrada no serviço de emergência, mas sem detalhar o estado de saúde dos pacientes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.