Atirador mata jornalista e fere locutora nas Filipinas

Vicente Sumalpong é o terceiro assassinado no país este ano. Presidente promete acabar com onda de crimes

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 16h09

Um jornalista de uma emissora pública foi assassinado nesta segunda-feira, 25, e uma locutora ficou ferida ao serem atingidos por disparos na ilha de Tawi-Tawi, no sul da ilha de Mindanao, informou a polícia das Filipinas. O pistoleiro disparou contra Vicente Sumalpong e Velma Antham quando eles iam de motocicleta para a emissora DxDC Radyo ng Bayan Bongao, localizada na cidade de Bongao. A polícia disse que Sumalpong morreu no hospital com vários ferimentos a bala, enquanto Antham foi declarada fora de perigo. "Estamos investigando se o ataque está relacionado com o trabalho porque a rádio passou por problemas trabalhistas", disse o superintendente da polícia regional Joel Goltiao. Disse Goltiao disse que a polícia procura nas reportagens de Sumalpong alguma pista, já que o ataque pode ser uma vingança. Sumalpong é o terceiro jornalista assassinado nas Filipinas neste ano. No final de maio, Dodie Núñez, do jornal regional "Katapat", foi assassinado em Cavite, 35 quilômetros ao sul de Manila. Na semana passada, a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, assegurou que acabará com os assassinatos de jornalistas no país. No total foram 52 desde que ela chegou ao poder, em 2001, segundo a União Nacional de Jornalistas das Filipinas. A presidente prometeu também frear a onda de assassinatos contra os militantes de esquerda - quase 900 desde 2001, segundo o grupo local Karapatan, de defesa de direitos humanos. Os assassinatos de jornalistas e ativistas de esquerda provocaram preocupação nas chancelarias estrangeiras em Manila e na União Européia, que enviou uma missão técnica às Filipinas para ajudar a Polícia e o Exército na investigação das mortes. Além desses casos, a Comissão de Direitos Humanos da Ásia (AHRC), grupo independente com sede em Hong Kong, denunciou no domingo que a tortura é endêmica nas Filipinas e praticada regularmente pelo Exército e pela polícia nos interrogatórios.

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