Daniel Sannum Lauten/AFP
Daniel Sannum Lauten/AFP

Atirador norueguês se queixa de ser ridicularizado em julgamento

'Espero que vocês foquem na questão e não na pessoa', disse Anders Behring Breivik

Reuters,

18 de abril de 2012 | 11h36

OSLO - O atirador norueguês de extrema direita, Anders Behring Breivik, se queixou nesta quarta-feira, 18, de que estava sendo objeto de ridicularização pessoal no tribunal e exigiu que seu massacre a 77 pessoas em julho passado seja julgado como uma batalha contra a imigração.

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"Espero que vocês foquem na questão e não na pessoa", disse Breivik, de 33 anos, à corte, visivelmente irritado e girando a caneta em sua mão. Breivik, que matou oito pessoas em um ataque de carro-bomba em Oslo no dia 22 de julho e depois atirou em outras 69 em um acampamento do Partido Trabalhista, começou a ser julgado na segunda-feira.
 
Questionado sobre como havia se transformado de um vândalo adolescente na próspera região oeste de Oslo para um assassino metódico, ele disse que havia ajudado a fundar um grupo militante chamado "Cavaleiros Templários" em 2001 e irritou-se com as insinuações da promotoria de que era em grande parte imaginário. "Sua intenção é de plantar a dúvida se esta rede existiu", disse em um certo momento, após contestar repetidamente o jeito com que os promotores formulavam suas perguntas.

Os Cavaleiros Templários originais eram uma fraternidade medieval que perseguia e financiava cruzadas anti-islâmicas. Breivik afirmou não ser culpado pelas acusações de terrorismo e assassinato e alegou "necessidade". Ele chamou as vítimas, com ideias que simpatizavam com imigrantes, de "traidores".

Na terça-feira, 17, primeiro dia em que fez um depoimento direto, o atirador disse que os ataques de 11 de setembro de 2001, realizados pela Al Qaeda nos EUA, foram cruciais para a sua radicalização e que sua maior fonte de informação era o Wikipedia, a enciclopédia aberta on-line.

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