AP Photo/Cliff Owen
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Atirador que atacou republicanos era seguidor de Sanders e crítico de Trump

Senador democrata critica ataque: 'Violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade e eu condeno essa ação nos termos mais fortes possíveis'

Cláudia Trevisan, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 13h30

WASHINGTON - A polícia identificou o atirador que abriu fogo contra deputados republicanos na manhã desta quarta-feira como James T. Hodgkinson, de 66 anos. Em sua conta no Facebook, na qual se identifica como seguidor do democrata Bernie Sanders, ele postou várias mensagens contra o presidente Donald Trump.

"Trump é um traidor. Trump destruiu nossa democracia. É o momento de destruir Trump & cia", escreveu no dia 22 de março. Em entrevista à rede ABC, a mulher de Hodgkinson disse que ele havia se mudado há dois meses de Illinois para Alexandria, onde o ataque ocorreu.

O senador Bernie Sanders condenou o ataque. "Eu acabei de ser informado que o atirador no trino de beisebol dos republicanos é alguém que aparentemente trabalhou como voluntário em minha campanha eleitoral", disse Sanders, que disputou a candidatura democrata com Hillary Clinton no ano passado.

"Eu estou enojado com esse ato odioso", disse em nota. "Violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade e eu condeno essa ação nos termos mais fortes possíveis."

Em pronunciamento na Casa Branca no fim da manhã, Trump disse que o atirador morreu, vítima de ferimentos na troca de tiros com a polícia. O presidente pediu unidade, em um país na qual a divisão política se acentuou depois de sua eleição. "Nós somos mais forte quando estamos unidos", declarou. "Nós somos mais fortes quando trabalhamos juntos para o bem comum." 

O ataque suspendeu de maneira momentânea a polarização política em Washington e provocou um momento de solidariedade entre republicanos e democratas. Integrantes dos dois partidos participaram de uma sessão de oração no horário do almoço.

 

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