SAUL LOEB / AFP
SAUL LOEB / AFP

Polícia identifica atiradora que matou três antes de se matar em Maryland

Mulher era funcionária de complexo de depósitos; ataques de mulheres são extremamente raros e representam menos de 5% do total registrado no país

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 17h10
Atualizado 20 Setembro 2018 | 21h37

Uma mulher armada com um revólver abriu fogo nesta quinta-feira, 20, em um centro de distribuição da rede de farmácias Rite Aid no Estado americano de Maryland, matando três pessoas e ferindo outras três. Em seguida, de acordo com o xerife do condado de Harford, Jeff Gahler, ela se suicidou. 

O ataque a tiros ocorreu pouco depois de a mulher chegar ao trabalho. O xerife Gahler identificou a atiradora como Snochia Moseley, de 26 anos, uma funcionária que tinha um emprego temporário na empresa. 

Havia relatos de que ela era uma funcionária descontente, o que não foi confirmado pelas autoridades. Uma testemunha revelou que ela conduziu o ataque após tentar o suicídio duas vezes. 

O incidente ocorreu às 9 horas (13 horas em Brasília) em Perryman, cerca de 55 quilômetros a nordeste de Baltimore. Segundo o xerife, os feridos não corriam risco de morrer. 

Cerca de mil pessoas trabalham no centro de distribuição, segundo informou uma porta-voz da empresa dona do local à emissora CNN. Segundo a polícia, a mulher portava uma pistola Glock 9 mm com vários pentes de munição. O xerife explicou que arma era dela e foi adquirida legalmente. 

O fato de a atiradora ser uma mulher é uma circunstância incomum, já que a esmagadora maioria dos grandes ataques a tiros nos Estados Unidos – onde o direito de portar armas é protegido pela Constituição – é cometida por homens. 

De acordo com autoridades americanas e acadêmicos, atentados cometidos por mulheres representam menos de 5% do total de ataques registrado. A polícia confirmou que Snochia portava uma única arma “e nenhum tiro foi disparado por oficiais que se encontravam na cena” do crime.

Mais cedo, a imprensa americana havia informado que três pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas no incidente, que aconteceu por volta das 9h da manhã (13h no horário de Brasília) em um centro de distribuição da rede de farmácias Rite Aid.

Ataques mortais a tiro são comuns nos Estados Unidos, onde o direito de portar armas é protegido pela Constituição.

O incidente é o mais recente de uma onda de violência armada que atinge escolas e locais de trabalho nos Estados Unidos.

Ataques de mulheres, porém, são extremamente raros, e representam menos de 5% do total registrado, de acordo com autoridades policiais e acadêmicos.

O ataque desta quinta-feira ocorreu cinco meses depois que uma ativista dos direitos dos animais, nascida no Irã, matou três pessoas antes de se matar na sede do YouTube na Califórnia.

Maryland teve manchetes sombrias em junho, quando cinco funcionários do jornal Capital-Gazette morreram depois que um atirador invadiu a redação em Annapolis.

O homem que, segundo a polícia, foi responsável pelo massacre, perseguiu os funcionários do jornal durante anos por causa de um artigo sobre acusações criminais contra ele, relatou o Baltimore Sun. / REUTERS e AFP 

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