Atiradores atacam sul do Iêmen e petróleo saudita chega ao país

Atiradores mascarados atacaram prédios no sul do Iêmen na quinta-feira, na mais recente onda de ataques militantes na região, enquanto o primeiro carregamento de petróleo doado pela Arábia Saudita chegava ao empobrecido país.

MOHAMMED GHOBARI E MOHAMMED MUKHASHAF, REUTERS

16 de junho de 2011 | 16h03

A doação de petróleo ressalta o quanto a Arábia Saudita teme que a crise política violenta conduza o país vizinho, que agora sofre uma grave escassez de combustível, ao caos e forneça aos militantes uma base de operações próxima a linhas marítimas estratégicas de petróleo.

Os pistoleiros, que segundo o Exército do Iêmen são membros da Al Qaeda, tomaram o controle por um breve período dos prédios do governo e da sede da segurança em Masameer, uma região da província de Lahj, no sul do país, contaram à Reuters moradores por telefone.

"Houve uma longa batalha com as forças de segurança", disse um morador. Os agressores conseguiram libertar vários presos de uma cadeia local depois de expulsar as tropas do governo, afirmaram eles.

Três guardas foram mortos na quarta-feira, quando homens armados invadiram outros prédios do governo na cidade de Al-Hota, a cerca de 65 quilômetros do ataque de quinta-feira em Masameer. Separatistas do sul e combatentes islâmicos estão ativos na província.

Meses de protestos pró-democracia contra o governo de 33 anos do presidente Ali Abdullah Saleh praticamente paralisaram o país, provocando apagões e falta de água e de combustível.

Fontes na Marinha mercante afirmaram que um petroleiro transportando 600 mil barris de petróleo chegou ao porto de Áden como parte de uma doação de 3 milhões de barris prometidos pela Arábia Saudita.

As fontes disseram que o carregamento iria para a refinaria de Áden, parada desde que uma explosão em abril rompeu o oleoduto do qual depende.

Saleh, forçado a se submeter a uma cirurgia na Arábia Saudita depois de um ataque contra seu palácio neste mês, já frustrou três tentativas diplomáticas para afastá-lo do poder e pôr fim à crise política que ameaça a se resvalar para uma guerra civil.

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