Atiradores metralham delegacia no Sinai

Atiradores metralharam uma delegacia na Península do Sinai nesta quinta-feira e provocaram um tiroteio com a polícia antes de escaparem para o deserto em picapes, no mais recente ataque contra autoridades egípcias na região. O ataque ocorre no momento em que o governo egípcio enviou milhares de soldados e policiais para reforçar a segurança no Sinai, onde no final de semana passado agressores mataram 16 guardas na fronteira com Israel e fugiram pelo deserto. O presidente egípcio Mohammed Mursi demitiu o chefe da espionagem e o governador do norte do Sinai após os ataques.

AE, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 16h05

Ninguém ficou ferido no ataque desta quinta-feira. Helicópteros estão dando apoio a soldados que saíram à caça dos militantes nas montanhas.

O governo egípcio também disse que engenheiros do exército estão preparando a destruição e o fechamento da complexa rede de túneis e catacumbas entre o Egito e a Faixa de Gaza, que durante mais de uma década têm sido usados para contrabandear armas, pessoas e mercadorias básicas, evitando os controles de fronteira do Egito e de Israel com o território palestino. As autoridades egípcias que falaram sobre a destruição dos túneis deram a informação sob anonimato.

Vastas regiões do Sinai, uma península desértica e montanhosa, ficaram sem policiamento e controle militar após a queda do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. Após a derrota do governante líbio Muamar Kadafi, no segundo semestre do ano passado, uma grande quantidade de armas contrabandeadas da Líbia foi enviada ao Sinai e caiu nas mãos das tribos de beduínos. Além disso, proliferaram na península grupos inspirados na rede terrorista Al-Qaeda, que conduzem uma luta sem quartel contra as tropas egípcias. Os grupos já realizaram ataques através da fronteira contra Israel.

As informações são da Associated Press.

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