Ativista americana é julgada de novo no Peru

O novo julgamento da ativista de esquerda norte-americana Lori Berenson foi aberto nesta terça-feira, desta vez em uma corte civil, após uma campanha de cinco anos contra sua condenação por acusações de terrorismo por juízes encapuzados em uma corte militar secreta. Com seus pais na primeira fila, Berenson sentou-se atrás das grades de uma cela de concreto em frente a um painel de três juízes e ouviu atentamente a leitura das acusações. A nativa de Nova York é acusada de "colaboração terrorista" por supostamente ter ajudado rebeldes esquerdistas a planejar uma invasão do Congreso peruano. Há cinco anos, juízes militares encapuzados condenaram Berenson, de 31 anos, por traição em um julgamento secreto no qual foi negada a ela a oportunidade de se defender. Ela foi sentenciada à prisão perpétua. O atual governo espera que o novo julgamento público, marcado após pressão dos Estados Unidos, demonstre que o sistema judiciário trabalha "às claras" após a queda do presidente Alberto Fujimori, cuja administração exercia forte controle sobre os tribunais. A promotoria busca uma sentença de 20 anos de detenção.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.