Ativista asilada nos EUA fazia contrabando para a China

Uma ativista de direitos humanos que o governo dos Estados Unidos ajudou a libertar de uma prisão chinesa em 2001 declarou-se culpada nesta quarta-feira por enviar ilegalmente US$ 1,5 milhão em itens de alta tecnologia para a China. Gao Zhan fez a declaração perante um tribunal federal americano no Estado de Virgínia. Ela é acusada de exportação ilegal e sonegação de impostos. Seu marido, Xue Donghua, também declarou-se culpado por sonegação de impostos.Gao, uma estrangeira com visto de residência permanente nos Estados Unidos, foi detida por autoridades chinesas em fevereiro de 2001 e condenada por espionar em favor de Taiwan. Ela foi libertada depois de cinco meses na cadeia, em meio a intensa pressão do governo americano. Até o primeiro semestre do ano passado, ela trabalhou como pesquisadora da Universidade Americana, em Washington.De acordo com a promotoria, entre agosto de 1998 e o início de 2001, Gao dirigiu os Serviços de Tecnologia em Negócios, uma companhia especializada em exportar tecnologia para a China. As exportações eram feitas a empresas chinesas ligadas a "institutos" responsáveis por pesquisas e desenvolvimento de tecnologia ligados ao governo chinês, inclusive o Exército.Gao recebeu US$ 1,5 milhão do governo chinês por microprocessadores e outros itens, mas ela e seu marido não pagaram a maior parte dos impostos devidos. Ela pode ser condenada a 37 meses de prisão. Seu marido pode pegar até um ano de prisão e pagar multa de US$ 100.000.

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