Thibault Camus/AP
Thibault Camus/AP

Ativista de extrema-direita comete suicídio na catedral de Notre Dame

Dominique Venner havia criticado, em seu blog, a aprovação do casamento gay na França

O Estado de S. Paulo,

21 de maio de 2013 | 14h01

PARIS - A polícia francesa retirou as pessoas da Catedral de Notre Dame em Paris nesta terça-feira, 21, depois que um famoso ativista de extrema-direita cometeu suicídio em frente ao altar principal da catedral, disse uma fonte policial.

Dominique Venner, de 78 anos, é um historiador conhecido na França por seus ensaios políticos de extrema-direita. Ele carregava uma carta quando cometeu suicídio, mas não fez nenhuma declaração antes de efetuar o disparo no meio da tarde (horário local), disse a fonte.

Uma mensagem publicada em seu blog com a data desta terça-feira criticava uma lei aprovada pelo governo socialista francês que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A catedral de Notre Dame é um dos pontos turísticos mais visitados de Paris. Trata-se do primeiro suicídio em décadas realizado no famoso monumento de 850 anos, declarou o monsenhor Patrick Jacquin à agência Associated Press. "É lamentável, é dramático, é chocante."

Um policial disse que as autoridades fecharam a catedral ao público e uma investigação foi iniciada. É muito incomum que a catedral, visitada por cerca de 13 milhões de pessoas de todo o mundo a cada ano, fique fechada para o público.

Jacquin disse que algumas pessoas cometeram suicídio ao pular das torres da catedral, mas ele desconhece outro caso de suicídio no altar da Notre Dame. / DOW JONES, REUTERS e AP

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