Ativista diz que ataque matou 95 civis em Hama, na Síria

Pelo menos 95 pessoas foram mortas hoje por um ataque do exército sírio a pontos de protesto na cidade de Hama, região central da Síria, de acordo com ativistas de direitos humanos. Ammar Qorabi, que dirige a Organização Nacional para Direitos Humanos, relatou que os ataques da repressão ao longo do país mataram pelo menos 121 pessoas e feriram dezenas de outras.

AE, Agência Estado

31 de julho de 2011 | 12h56

"O exército e as forças de segurança entraram em Hama nesta manhã e abriram fogo contra civis, matando (pelo menos) 45 pessoas e ferindo muito mais", disse na manhã de hoje Rami Abdel Rahman, da instituição britânica Observatório Sírio de Direitos Humanos. Ele havia mencionado que o número poderia subir, pois muitos estavam seriamente feridos e faltam suprimentos médicos.

Em outras áreas, "seis pessoas foram mortas e 50 feridas pelas forças de segurança na cidade de Deir Ezzor, no leste", disse. "Em Harak, na região sulista de Deraa, três pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas."

Desde que os protestos contra o regime começaram na Síria, em meados de março, a repressão sobre os dissidentes resultou na morte de mais de 1,5 mil civis e mais de 360 membros das forças de segurança, de acordo com levantamento do Observatório. Estima-se que mais de 12 mil pessoas tenham sido presas durante a repressão, além de milhares que deixaram o país, segundo os grupos de direitos humanos. As informações são da Dow Jones.

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