Jacquelyn Martin/AP
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Ativista dos direitos civis nos EUA, Amelia Boynton Robinson morre aos 104 anos

Ela foi uma das pessoas espancadas durante a marcha em defesa do direito ao voto na ponte Edmund Pettus, em Selma, Alabama, em março de 1965

O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 16h28

MONTGOMERY, EUA - Amelia Boynton Robinson, uma das mais importantes ativistas defensora dos direitos civis nos EUA, morreu nesta quarta-feira, 26, aos 104 anos, em Montgomery, Alabama. Amelia foi um dos ativistas espancados durante a marcha que ficou conhecida como Domingo Sangrento, em 1965, e destacou-se por seu trabalho pelo direito dos negros ao voto e foi a primeira mulher negra a tentar uma vaga da Assembleia do Alabama. Sua morte foi confirmada por seu filho Bruce Boynton. 

A ativista foi uma das pessoas feridas durante a marcha em defesa do direito ao voto na ponte Edmund Pettus, em Selma, Alabama, em março de 1965. Cinquenta anos depois, o primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama, conduziu sua cadeira de rodas durante uma celebração para lembrar a data. 

Amelia foi internada em julho após sofrer um AVC. Ela completou 104 anos no dia 18. Em janeiro, assistiu ao discurso anual do presidente como convidada especial da deputada Terri Sewell, democrata do Alabama. Segundo Terri, a tentativa de Amelia de entrar para a Assembleia em 1964 lançou as bases para sua própria carreira política. Terri é a primeira legisladora negra eleita em seu Estado. 

Amelia pediu a Martin Luther King Jr. que fosse a Selma para mobilizar a comunidade local no movimento pelos direitos civis. Trabalhou na Conferência de Líderes Cristão do Sul e ajudou a planejar a marcha de Selma a Montgomery. Seu papel foi destacado no filme Selma, interpretado pela atriz Lorraine Toussaint. Veja o trailer do filme. Amelia foi convidada de honra do presidente Lyndon Johnson para a cerimônia na qual ele assinou a lei em 1965./ AP 


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