Ativista é assassinada no norte do México

Segundo investigações, morte não está ligada ao crime organizado da região

Associated Press

12 de janeiro de 2011 | 16h32

CIUDAD JUÁREZ - Uma ativista conhecida por protestar contra os assassinatos de mulheres em Ciudad Juárez, no norte do México,  foi morta durante uma festa com adolescentes.

 

O porta-voz da Promotoria Geral de Justiça, Arturo Sandoval, disse nesta quarta-feira, 12, em uma entrevista por telefone que o cadáver de Susana Chávez foi encontrado no dia 6 de janeiro, mas que não havia sido identificado até agora.

 

A ativista, de 36 anos, era uma poetisa que se fez muito conhecida na região por ser a criadora da frase "Nem uma morta mais".

 

Segundo Sandoval, o corpo tinha a mão esquerda decepada, a cabeça coberta por uma bolsa e a causa oficial da morte foi apontada como asfixia por estrangulamento.

 

O fiscal estatal Carlos Salas disse em entrevista na televisão que o assassinato não teve nada a ver com as atividades de Chávez.

 

"Ela se encontrou com três jovens, foi se divertir com eles, foi com eles até uma casa e lamentavelmente estas pessoas estavam bêbadas e drogadas e decidiram matá-la.

 

Em sua declaração inicial, um dos detidos assegurou ter tido uma forte discussão com ela e como estavam drogados, foi "fácil" matá-la e depois cortar o braço para fazer crer que se tratava de um ato relacionado com or crime organizado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.