Ativista é torturado e morto no Egito, diz oposição

Um partido de oposição do Egito alega que um de seus ativistas, Mohammed el-Gindy, de 28 anos, morreu de ferimentos sofridos durante tortura enquanto estava sob custódia da polícia.

AE, Agência Estado

04 de fevereiro de 2013 | 10h47

Esse é o caso mais recente que destaca a brutalidade da polícia do Egito na tomada de medidas enérgicas contra protestos contra o governo, que inflamaram a ira pública durante a semana passada. Mas de 60 pessoas morreram nas manifestações através do país.

O Partido Corrente Popular disse que o ativista morreu na manhã desta segunda-feira após ter sido "torturado até a morte". A porta-voz do partido, Mona Amer, disse que viu o corpo de el-Gindy e que ele tinha marcas de tortura.

Segundo ela, ele foi eletrocutado, tinha as costelas quebradas e um cabo "parecia ter

sido enrolado no pescoço". Um relatório médico citou como hemorragia cerebral como causa da morte.

El-Gindy estava desaparecido há vários dias após um protesto no dia 27 de janeiro na praça Tahrir, no Cairo. Os manifestantes são contrários às políticas do presidente islamita egípcio, Mohammed Morsi, e estão pressionando para que ele modifique a constituição, que foi elaborada por um painel de islamitas e aprovado em um referendo público no ano passado.

Membros do Partido Corrente Popular estão organizando um funeral para el-Gindy and Mohammed Saad, um manifestante de 20 anos que também morreu por ferimentos sofridos durante confrontos com forças de segurança na sexta-feira passada. As informações são da Associated Press.

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