Esam Al-Fetori/Reuters
Esam Al-Fetori/Reuters

Ativista egípcia contrária a governo militar é espancada

Imagens em redes sociais mostram grupo dando socos e chutando Nawara Negm

AE, Agência Estado

19 de janeiro de 2012 | 10h52

CAIRO - Um grupo de homens atacou, na noite de quarta-feira, uma importante ativista egípcia quando ela deixava seu trabalho, na sede da emissora estatal de televisão. Imagens disponibilizadas em redes sociais mostram um grupo dando socos e chutando Nawara Negm, além de dirigir insultos a ela.

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Pode-se ouvir os atacantes dizendo que ela quer provocar a separação entre os militares no governo e o povo. Outros dizem que el é uma "agente", supostamente de uma potência estrangeira.

 

Negm disse, em entrevista na noite de quarta-feira, que o espancamento a deixou com um olho inchado, mas afora isso ela estava bem. Segundo ela, tudo acontecem enquanto uma grande quantidade de policiais e soldados do Exército, que têm a atribuição de proteger o prédio da emissora, ficaram parados, assistindo a tudo.

"Eu não sou do tipo de foge. Eu mantive minha posição", disse ela durante a entrevista concedida à emissora privada ONTV.

Negm é filha de Ahmed Fouad Negm, o mais conhecido poeta satírico do Egito e antigo crítico do ex-presidente Hosni Mubark. Ela foi uma figura importante nos 18 dias de levante que forçaram Mubarak a deixar o cargo, em fevereiro. Negm, que também é colunista de jornal e blogueira, tem sido bastante crítica aos generais que tomaram o controle do país após a queda do presidente.

Negm foi interrogada por promotores nesta semana a respeito de sua suposta participação em sangrentos confrontos no mês passado entre tropas e manifestantes no Cairo.

Os generais que governam o país têm repetidamente acusado alguns dos ativistas por trás da queda de Mubarak de receberem ilegalmente recursos estrangeiros.

Meios de comunicação estatais têm descrito esses ativistas como baderneiros irresponsáveis.

 

As informações são da Associated Press.

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