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Ativista estudantil morre baleado na Venezuela

Homens encapuzados dispararam contra o carro de Conan Quintana; autoridades acreditam em tentativa de assalto

CARACAS, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2015 | 02h02

O estudante universitário venezuelano Conan Quintana, de 28 anos, foi assassinado ontem por homens encapuzados quando voltava para casa após as aulas em Caracas. Quintana era conhecido por seu ativismo contra a falta de segurança em seu bairro, La Candelaria, na região central da capital.

Aluno da Universidade Pedagógica Experimental Libertador (Upel), o jovem foi abordado por um grupo que, segundo as autoridades, pretendia roubar seu carro. Quintana teria tentado fugir e os assaltantes dispararam, disse a polícia. Um colega de Quintana, Luis Alvarez Vásquez, que viajava no mesmo veículo, também foi assassinado. Outro amigo dos jovens, cujo nome não foi divulgado, saiu ileso do ataque.

Dirigentes da oposição venezuelana como Henrique Capriles, María Corina Machado e Jesús Torrealba, da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática, lamentaram a morte do estudante e atribuíram o episódio a uma onda de violência que atinge todo o país.

"A cada 20 minutos, um venezuelano é assassinado. É uma guerra, e não com outro país, (mas) interna. A impunidade é de 92% (dos casos). A isso nos trouxeram. Juntos, temos de fazer isso mudar", afirmou Capriles, candidato derrotado por Maduro na eleição presidencial de 2013.

Torrealba, secretário-geral da MUD, escreveu em seu perfil no Twitter que "com dor infinita e com raiva, confirmo o assassinato de Conan Quintana, amigo, líder comunitário e dirigente estudantil, vítima da violência".

Mídia. A ONG Human Rights Watch (HRW) condenou ontem os processos judiciais abertos pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Diosdado Cabello, contra veículos de imprensa.

O diretor executivo da HRW, José Miguel Vivanco, disse que a ação "revela o caráter repressivo" do governo de Nicolás Maduro - Cabello é considerado o "número 2" do chavismo. No comunicado, Vivanco ainda afirmou que o Judiciário da Venezuela é "obediente" ao Executivo e aos quadros governistas do Legislativo.

Os processos, afirmou a HRW, "são um atropelo grotesco à liberdade de expressão". A Justiça determinou esta semana que diretores de dois jornais e um portal não podem deixar o país enquanto respondem aos processos por difamação. / EFE

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