Ativista indiano faz greve de fome contra a corrupção

Um veterano ativista retomará na terça-feira uma greve de fome em Nova Délhi para pressionar o governo indiano a adotar leis mais rígidas contra a corrupção, num fato que gera constrangimento para o primeiro-ministro Manmohan Singh e o seu Partido do Congresso, ambos abalados por escândalos.

MATTHIAS WILLIAMS, REUTERS

15 de agosto de 2011 | 10h24

De camisa branca, boné branco e óculos ao estilo de Mahatma Gandhi, o setuagenário Anna Hazare tornou-se um inesperado problema para o governo desde que iniciou seus jejuns, em abril.

Na segunda-feira, a polícia proibiu-o de se instalar perto de um estádio de críquete, acusando-o de desrespeitar certas condições - inclusive a de encerrar a greve de fome em três dias.

Amparando-se na maré de descontentamento popular contra os escândalos no governo, Hazare pressiona o Parlamento a criar um cargo de ombudsman, com a responsabilidade de fiscalizar a atuação de políticos, burocratas e juízes.

O ativista cancelou o jejum anterior depois de o governo prometer apresentar esse projeto, o que ocorreu no início de agosto. Ativistas, porém, disseram que a proposta foi muito atenuada, o que levou Hazare a reiniciar a greve de fome.

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