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Ativista libertada em Mianmar, Suu Kyi pede união a seguidores em 1º discurso

Nobel da Paz e líder da oposição falou para 3 mil pessoas que esperavam à porta de sua casa

Efe

13 de novembro de 2010 | 12h17

YANGUN - A líder da oposição em Mianmar, Aung San Suu Kyi, de 65 anos, pediu neste sábado, 13, união a seus partidários na primeira mensagem pública para 3 mil pessoas que esperavam por sua libertação à porta de casa, em Yangun, para lhe desejar vida longa.

 

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"Temos de trabalhar unidos para alcançar nossos objetivos", disse a Nobel da Paz de 1991, considerada o ícone da democracia em Mianmar (antiga Birmânia), desejando vida longa.

Muitos usavam camisetas que diziam: "We stand with Aung San Suu Kyi" (Apoiamos Aung San Suu Kyi), que não podiam exibir as siglas da Liga Nacional pela Democracia (LND), porque a lei proíbe citar partidos que não estejam registrados.

Outros apoiadores levavam fotos da filha do herói da independência birmanesa, Aung San. Visivelmente emocionada, Suu Kyi falou aos presentes por dez minutos através da cerca de sua casa, acompanhada por três membros da LND, partido fundado por ela em 1988 e dissolvido este ano pela Comissão Eleitoral.

"Não posso acreditar, não posso acreditar", repetia uma moradora entre lágrimas. Após o discurso, a opositora solicitou às pessoas que fossem para casa e voltassem no dia seguinte à sede da LND, em Yangun, onde ela voltaria a falar.

Enquanto o grupo se retirava, milhares de pessoas de outras partes da cidade se dirigiam à casa de Suu Kyi atraídas pela notícia de sua libertação. Os seguidores esperavam por esse momento desde a manhã da última sexta-feira, quando a LND anunciou que o regime militar tinha assinado uma ordem para que Suu Kyi fosse libertada.

A Nobel da Paz tinha dito que não aceitaria nenhum tipo de liberdade condicional. A aparição pública ocorre após ela cumprir uma pena de 18 meses de prisão domiciliar, imposta pela Junta Militar em 2009, para garantir que participaria das eleições parlamentares realizadas no último Domingo. A punição fez parte de uma longa sequência de prisões que durou 15 do últimos 21 anos.

A única vez que Suu Kyi e os generais que governam o país mediram sua popularidade nas urnas, a opositora conquistou 392 das 492 cadeiras em jogo. O país é governado por um regime militar desde o golpe do general Ne Win, em 1962.

 

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