Ativista portadora de aids sofre pressão policial na China

A ativista Li Xige, portadora de aids, liberada recentemente após 21 dias de detenção, continua sob vigilância policial e não pode sair de sua cidade nem falar com a imprensa estrangeira, denunciou nesta quarta-feira a Anistia Internacional (AI). Li, diretora do grupo Kanglejia (Lar Sadio e Feliz), foi detida em julho após viajar a Pequim para protestar diante do Ministério da Saúde. Um carro do Ministério interceptou o ônibus no qual ela viajava com outras oito mulheres. O grupo foi obrigado a voltar para sua cidade natal, Ningling. Li e outras duas ativistas foram detidas,acusadas de "incitar um levante contra um órgão público". Associações estrangeiras e a chinesa Aizhixing, assim como a agência Unaids, pressionaram as autoridades e conseguiram a libertação de Li. Mas as três mulheres, segundo a AI, ainda enfrentamacusações de crime. A ativista é originária da província central de Henan, uma das mais pobres do país. No início dos anos 90, a população sofreu um contágio em massa de aids. Na época, os camponeses vendiam seusangue para obter renda extra, procedimentos realizados com mínimas medidas de segurança. Infectada em 1995 após receber uma transfusão de sangue contaminado, Li só descobriu que tinha o HIV em 2004, quando sua filha morreu de aids.

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