AFP PHOTO / ISAAC LAWRENCE
AFP PHOTO / ISAAC LAWRENCE

Ativistas da ‘Revolução dos Guarda-Chuvas’ são soltos após pagamento de fiança

Joshua Wong e Nathan Law haviam sido condenados a penas de seis e oito meses de prisão, respectivamente; em 2014, manifestantes protestaram contra um projeto de reforma eleitoral apresentado por Pequim

O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2017 | 09h21

HONG KONG - Dois ativistas da "Revolução dos Guarda-Chuvas", que sacudiu Hong Kong em 2014, foram liberados após o pagamento de fiança no valor de US$ 6,4 mil para cada um nesta terça-feira, 24, durante uma apelação do processo.

+ Ativistas de Hong Kong protestam antes da visita do presidente chinês

A condenação de Joshua Wong e Nathan Law em agosto a seis e oito meses de prisão, respectivamente, provocou temores de que Pequim tentaria aumentar o controle sobre a cidade semiautônoma.

Wong, de 21 anos, se tornou o rosto dos grandes protestos que pediam mais democracia, quando ainda era um adolescente. Os jovens receberam o benefício da liberdade sob fiança no tribunal que examina a apelação do processo. A audiência está marcada para 7 de novembro.

O terceiro ativista do grupo símbolo da "Revolução dos Guarda-Chuvas", Alex Chow, também detido, não teve o caso examinado na audiência de terça-feira.

Os três já haviam cumprido sentenças relacionadas a trabalhos comunitários em 2016, ditadas por um magistrado de Hong Kong, mas em agosto, em uma revisão pedida pelo governo local, o Tribunal de Apelações resolveu estender a condenação a penas de prisão.

As pessoas reunidas do lado de fora do tribunal para apoiar os ativistas celebraram a notícia. Antes da audiência, os manifestantes gritaram frases como "Longa vida ao Movimento dos Guarda-Chuvas" e "Que vergonha a perseguição política".

Relembre: Joshua Wong, o líder dos estudantes de Hong Kong

Em agosto, Joshua Wong, Nathan Law e Alex Chow foram condenados a penas de prisão por seu papel na revolta. Com a "Revolução dos Guarda-Chuvas", Hong Kong conheceu em 2014 sua maior crise política desde que a cidade foi restituída à China em 1997, após 155 anos de presença britânica.

Os manifestantes bloquearam durante 11 semanas os bairros de escritórios e lojas do centro da cidade para protestar contra um projeto de reforma eleitoral apresentado por Pequim e pedir a instauração de um verdadeiro sufrágio universal.

Apesar da repercussão internacional provocada pelo movimento, Pequim não fez nenhuma concessão a Hong Kong. / AFP e EFE

Mais conteúdo sobre:
Hong KongPenaFiança

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.