Ativistas de Hong Kong forçam recuo da polícia em zona de protesto

Ativistas de Hong Kong forçam recuo da polícia em zona de protesto

Grupo reergueu barricadas e entrou em confronto com a polícia em novo ato pró-democracia no distrito de Mong Kok

DONNY KWOK E YIMOU LEE, REUTERS

17 de outubro de 2014 | 21h45

Ativistas pró-democracia de Hong Kong recapturaram partes de uma zona de protesto crucial para o movimento no começo do sábado (horário local), desafiando o batalhão de choque que havia tentado dispersá-los com spray de pimenta e cassetetes.

Cerca de mil manifestantes, alguns usando óculos de proteção e capacetes, ajudaram a erguer novas barricadas com cercas de madeira e outros materiais no distrito densamente povoado de Mong Kok. Alguns entoavam “polícia negra” depois de terem seus guarda-chuvas alvejados pelos cassetetes dos policiais.

A área se tornou o cenário de brigas de ruas violentas entre estudantes e grupos, inclusive as tríades, ou gângsteres locais, determinados a pôr fim às manifestações prolongadas que representam um dos maiores desafios políticos à China desde a repressão dos protestos pró-democracia em Pequim em 1989.

No fim da sexta-feira, manifestantes entoando “liberem a rua” tentaram romper as múltiplas barreiras policiais, usando guarda-chuvas como escudo contra os sprays de pimenta em um grande cruzamento da cidade.

Apesar da reação contundente, os policiais acabaram sendo forçados a fazer uma retirada parcial menos de 24 horas depois de reabrir a maior parte da área para o tráfego.

“Ocupem Mong Kok!”, entoou um mar de milhares de pessoas exultantes em seguida ao recuo. “Queremos sufrágio universal de verdade!”

De acordo com um comunicado do governo, 26 pessoas foram presas e 15 policiais ficaram feridos.

"A polícia não tem o direito de nos expulsar", disse Fish Tong, um estudante de 20 anos, no meio da multidão. "Estamos aqui apenas para ter de volta o que supostamente nos pertence."

(Reportagem adicional de Twinnie Siu e Diana Chan)

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