Ativistas denunciam ataque do governo sírio contra playground

Segundo eles, 10 crianças morreram e 14 ficaram feridas pela explosão de bombas de cacho, proibidas contra alvos civis

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h05

Ativistas na Síria afirmaram ontem que um caça do governo lançou bombas de cachos em um playground na vila de Deir al-Asafir, a leste de Damasco, matando dez crianças. Um vídeo veiculado na internet mostrou mães chorando sobre os corpos de crianças.

Duas meninas são vistas deitadas na rua em um vídeo. Outro trecho mostra uma mãe, aparentemente dentro de uma clínica, sobre o corpo sem vida da filha. A Cruz Vermelha Internacional disse não ser capaz de confirmar o ataque. Como esse tipo de bomba só pode ser usado contra alvos militares, a ação representaria um desrespeito grave às normas da Convenção de Genebra. Nos últimos meses, houve várias acusações de que Damasco está recorrendo a bombas de cacho - que espalham artefatos explosivos menores por amplas áreas. O governo nega as alegações.

Segundo ativistas, duas bombas de cacho foram jogadas na vila no domingo. À Reuters, um homem disse que 70 bombas menores foram encontradas. "Nenhum dos mortos era maior de 15 anos", disse Abu Kassem, um ativista de Deir al-Asafir. Ele acrescentou que o ataque deixou 15 feridos e negou que os insurgentes estivessem dentro da vila.

Os rebeldes disseram ontem que tomaram o controle de uma hidrelétrica no Rio Eufrates, no norte do país, após vários dias de confrontos. O diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos, com base em Londres, Rami Abdul-Rahman, disse que a represa fornece energia para várias áreas da Síria.

O conflito sírio começou em março de 2011 como um levante contra o regime de Bashar Assad, mas rapidamente tornou-se uma guerra civil que deixou mais de 40 mil mortos, segundo ativistas. Ontem, a coalizão opositora síria nomeou Walid Safour para o posto de "embaixador" em Londres, fazendo dele o segundo representante da oposição no exterior. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.