Ativistas em Camarões dizem que protestos mataram mais de 100

Ativistas de direitos humanos emCamarões acusaram o governo, na quarta-feira, de acobertar overdadeiro número de mortos nas manifestações da semanapassada. Uma organização disse que pelo menos 100 pessoas forammortas. Grupos de jovens lutaram contra policiais e soldados emvárias cidades quando uma greve de taxistas por conta dospreços do combustível se tornou violenta, em meio àinsatisfação com o plano do presidente Paul Biya de mudar aconstituição para ampliar seu mandato de 25 anos. O ministro das Comunicações, Jean-Pierre Biyiti bi Essam,disse à Rádio France International na terça-feira que 17pessoas foram mortas, e acusou os ativistas de direitos humanosde exagerarem no número de fatalidades. Madeleine Affite, coordenadora da Ação para Cristãos pelaAbolição da Tortura (Acat), disse que o número de mortos émaior. A Littoral Province, organização à qual ela é vinculada,inclui a capital comercial Douala e várias outras cidadesatingidas pelas manifestações. "A informação que recebemos de nossos funcionários nascidades afetadas pela onda de violência da semana passada,assim como as reclamações de famílias, indicam que pelo menos100 pessoas foram mortas em confrontos com as forças desegurança, mais de 10 estão desaparecidas e centenas foramferidas", disse. "Receio que esse número possa ser ainda maior quando acontagem final for feita nos dias seguintes", ela contou àReuters. A ativista de direitos humanos Alice Nkom, que é advogadaem Douala, concordou que os números oficiais estão muitobaixos. "Há muito mais mortos do que eles estão dizendo, e forammortos por balas", disse. "Eles não querem que as pessoassaibam." (Reportagem de Tansa Musa e Alistair Thomsom)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.