Ativistas entram em confronto com a polícia em HK

Líderes estudantis em Hong Kong convocaram os manifestantes a bloquearem os escritórios do governo na noite de neste domingo (horário local), trazendo um novo elemento assertivo para as manifestações pró-democracia, que já estão em seu terceiro mês e com poucos sinais de uma solução.

Estadão Conteúdo

30 Novembro 2014 | 17h21

A Federação de Estudantes de Hong Kong (HKFS) e o Scholarism, os dois grupos que lideram os protestos, pediram a milhares de pessoas reunidas em um local de manifestação no centro de Hong Kong para que cercassem os escritórios do governo central e o escritório do chefe-executivo, a principal autoridade de Hong Kong, a fim de impedir que os funcionários entrassem nos prédios na manhã desta segunda-feira.

A HKFS também destacou que os manifestantes deveriam permanecer pacíficos e não utilizarem a força. Os grupos de estudantes tinham pedido mais cedo aos manifestantes para que trouxessem guarda-chuvas, óculos de proteção, máscaras, alimentos e capacetes para a montagem de barracas neste domingo, a fim de proteger-se em caso da polícia responder com spray de pimenta ou gás lacrimogêneo.

Após a convocação para cercar os escritórios do governo, os manifestantes encheram as ruas ao redor do complexo, onde os edifícios e a legislatura de Hong Kong estão localizados, lutando em algumas áreas com a polícia que usou spray de pimenta e cassetetes para interromper o avanço dos manifestantes. As estações de TV locais mostraram cenas de manifestantes sangrando e policiais algemando pessoas. Alguns manifestantes ergueram barreiras nas ruas circundantes aos escritórios do governo - o primeiro movimento novo deles para tomar o território em meses.

Em um comunicado publicado no site da polícia de Hong Kong antes de a ação começar, o porta-voz da polícia Kong Man-Keung advertiu que "se alguém obstruir as funções policiais, usar a violência para atacar as linhas policiais ou tentar cercar a sede do governo, a polícia irá decisivamente fazer cumprir a lei". Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
Hong KongProtestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.