Ativistas favoráveis e contrários à medida protestam

Ao lado de seus dois irmãos mais velhos, Josh e Zach, a adolescente Madison Kennedy-Noce carregava cartaz com uma equação que resumia muitos dos argumentos que eram apresentados a algumas dezenas de metros, dentro do prédio da Suprema Corte dos EUA: "2 mães + 3 filhos = 1 família feliz". Atrás deles, um manifestante segurava estandarte defendendo o fim do "aborto" e da "sodomia" e a rejeição ao islamismo.

O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2015 | 02h01

Os dois lados do debate se enfrentaram na manhã de ontem em frente ao tribunal com palavras de ordem, acaloradas discussões, músicas e muitas ofensas. Os opositores eram representados por um pequeno grupo de religiosos que se referiam aos gays como pervertidos e pecadores. Para eles, as relações homossexuais contrariam as leis de Deus e a Bíblia.

"Mantenha seu dogma fora do meu casamento", dizia um dos inúmeros cartazes dos ativistas pró-legalização. Shelly Bailes, de 74 anos, e Ellen Pontac, de 73, viajaram de Davis, na Califórnia, a Washington para acompanhar a audiência de ontem. John Lewis, de 56 anos, e Stuart Gaffney, de 52, usavam ontem os mesmos smokings com que se casaram na Califórnia há quase sete anos. "Esperamos que a Suprema Corte faça com que o sonho da igualdade seja uma realidade para todos", disse Gaffney.

O pastor luterano Dennis Di Mauro chegou às 6h30 na Suprema Corte para se manifestar em defesa do casamento entre homens e mulheres, que seria o único aceito pela Bíblia. Mas ele estava resignado diante da expectativa de derrota na Justiça. / C.T.

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