Ativistas põem bandeira palestina perto de sede da UE

Ativistas colocaram nesta segunda-feira uma grande bandeira palestina nas proximidades da sede da União Europeia (UE), em Bruxelas, numa tentativa de encorajar o bloco a reconhecer de forma unânime o Estado palestino durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), neste mês.

AE, Agência Estado

12 Setembro 2011 | 11h45

A bandeira tem altura de quatro andares e traz a mensagem "913.171 pessoas dizem: UE, RECONHEÇA A PALESTINA!", uma referência aos número de assinaturas que a Avaaz, a organização por trás da manifestação, afirma ter reunido.

A Avaaz também divulgou nesta segunda-feira uma pesquisa realizada pelo instituto britânico YouGov que mostra que o reconhecimento do Estado palestino é apoiado por 76% dos alemães; 59% dos britânicos e por 69% dos franceses.

"O povo europeu deu a seus líderes uma ordem clara", disse Alice Jay, da Avaaz. O grupo, sediado nos Estados Unidos, faz vários tipos de campanhas, da promoção da democracia à luta contra a pobreza, corrupção e mudanças climáticas.

Com a paralisação das negociações de paz, os palestinos decidiram pedir à ONU que os reconheça como um membro da organização. Eles esperam apresentar o pedido durante a Assembleia Geral, embora ainda não tenha sido estabelecida uma data para a votação.

O pedido, se aprovado, será em grande parte simbólico, mas os palestinos acreditam que um forte endosso internacional vai fortalecer sua posição em conversações futuras. Israel e os Estados Unidos, importante aliado israelense, se opõem ao pedido na ONU.

Tem havido algumas discussões a respeito de pedir ao Conselho de Segurança da ONU que admita a Palestina como um membro pleno, opção que a UE quer desencorajar.

Recentemente, líderes da UE disseram que não podem assumir uma posição sobre uma resolução que ainda não tem texto e que as diferenças entre palestinos e israelense devem ser resolvidas por meio de negociações.

Mas Jay disse que o reconhecimento pela ONU induziria Israel a retomar as negociações. "Ninguém acredita que este seja o fim do jogo", disse ela sobre a votação. As informações são da Associated Press.

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