AP Photo/Kin Cheung
AP Photo/Kin Cheung

Ativistas pró-democracia são presos em Hong Kong

Dois parlamentares foram presos em suas casas; outras 14 pessoas foram detidas

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2020 | 09h11
Atualizado 26 de agosto de 2020 | 12h46

HONG KONG - O Partido Democrata de Hong Kong informou que dois parlamentares pró-democracia foram presos nesta quarta-feira, 26. Ted Hui e Lam Cheuk-ting, que tiveram envolvimento em protestos em 2019, foram alvo de ação policial em suas casas. Além dos dois parlamentares de oposição, outras 14 pessoas foram detidas sob acusação de conspiração para danificar a propriedade privada. 

A ação da polícia de Hong Kong ocorre em um contexto de elevação da repressão contra dissidentes e contra as liberdades individuais na ex-colônia britânica. O presidente do Partido Democrata, Wu Chi-wai, disse que as prisões são "ridículas" e que são perseguição política. 

Uma postagem na página de Lam no Facebook indica que ele foi detido por ser "suspeito de participar de rebeliões em 21 de julho" de 2019. Naquele dia, o político e dezenas de manifestantes foram brutalmente atacados por apoiadores do governo, alguns dos quais suspeitos de fazerem parte de máfias locais.

A polícia demorou a chegar, o que intensificou a desconfiança da população nas forças de segurança, alimentando meses de protestos sem precedentes desde 1997. 

Hong Kong viveu de junho a dezembro do ano passado sua pior crise política desde que o território foi devolvido à China em 1997, com manifestações quase diárias que às vezes levaram a atos violentos. O objetivo dos atos era denunciar a perda de liberdades e a interferência de Pequim.

No final de junho, o governo chinês impôs uma lei de segurança nacional no território que contribuiu para fortalecer a influência chinesa em Hong Kong. Muitos ativistas pró-democracia denunciam que o texto vai contra o princípio "Um país, dois sistemas" que garantiu a Hong Kong liberdades inexistentes no resto da China até 2047.

Figuras importantes do movimento pró-democracia foram impedidas de concorrer nas próximas eleições do parlamento e mais de nove mil pessoas foram detidas em Hong Kong desde junho de 2019. / Com informações da AFP e AP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.