Ativistas pró-palestinos são obrigados a deixar Israel

A polícia isolou dois aviões de passageiros provenientes da Europa depois de eles terem aterrissado no aeroporto de Tel-Aviv. Depois disso, 32 supostos ativistas pró-palestinos foram levados hoje para interrogatório. As medidas fazem parte da ação que tenta evitar a chegada de pessoas aos país, como previsto pelos organizadores do protesto em favor dos palestinos.

AE, Agência Estado

08 de julho de 2011 | 16h34

Israel também impediu a partida de vários ativistas de aeroportos europeus, após distribuir uma lista negra com 300 nomes às companhias aéreas, e deportou seis passageiros que conseguiram pousar em Tel-Aviv, dentre eles dois norte-americanos que, segundo meios de comunicação israelenses, usavam camisetas com a inscrição "fly-in" (referência a um tipo de reunião na qual os participantes chegam pelo ar).

Os organizadores disseram que apenas dois, das centenas de ativistas que participaram do protesto, conseguiram entrar no país, mas há mais chegadas previstas para hoje e para amanhã. A portuguesa Anna de Palma, de 44 anos, disse que passou sem problemas pelos controles de fronteira, aparentemente porque não se identificou como ativista. "Eu disse que vim para visitar o país. Foi isso", disse ela. "Eu não sou uma pessoa importante e não devemos atrair atenção para o protesto".

Palma disse acreditar que alguns dos passageiros do seu voo, que partiu de Zurique, foram detidos, porque ela não os viu após sair do avião. Um passageiro de um voo da Easyjet, que partiu de Londres, disse que viu 15 ativistas sendo parados no controle de fronteira. A preocupação com o crescente número de confrontos com ativistas e com as críticas internacionais que esses eventos geralmente provocam fizeram com que Israel tomasse medidas para evitar confrontos, impedindo que todos os manifestantes cheguem aos país. As informações são da Associated Press.

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