Ativistas russos relembram vítimas de repressão política

Ativistas dos direitos humanos relembraram, nesta segunda-feira, as vítimas da repressão política da era soviética e alegaram que até mesmo hoje, 15 anos após o colapso da União Soviética, as pessoas são processadas sob argumentos políticos. "Pedimos somente uma coisa: um processo apenas judicial", disse Valentin Gefterm, diretor do Instituto de Direitos Humanos de Moscou, durante um debate de mesa redonda sobre os presos políticos. Depois de escurecer, cerca de 300 manifestantes se juntaram na Praça Lubyanka, ex-quartel-general da KGB e agora pertencente ao Serviço de Segurança Federal. Eles acenderam velas e colocaram flores em um memorial para vítimas de perseguição nos tempos soviéticos. Também levantaram faixas de pessoas que, segundo eles, são prisioneiros políticos atualmente. "Hoje em dia, na Rússia, estamos vendo o renascimento de métodos autoritários de governar o país", disseram os organizadores do movimento - os quais incluem as organizações de direitos Moscow Helsinki Group e Memorial, e os partidos liberais políticos Yabloko e União das Forças de Direitos. O Dia dos Prisioneiros Políticos da União Soviética foi primeiramente comemorado em 1974, e após a queda do regime em 1991, tornou-se um dia dedicado à memória das vítimas. Ativistas disseram que o dia assumiu um novo significado na administração do presidente Vladimir Putin: os manifestantes e outros países acusam Putin de desrespeitar certas liberdades, incluindo ao restaurar o acobertamento de agências de inteligência que sucederam a KGB soviética.

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