AP Photo/Alex Brandon
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Ativistas são presos por fumarem maconha em frente ao Congresso dos EUA

Grupo DCMJ, que defende a legalização da droga, organizou um ‘maconhaço’ às portas da sede do legislativo como um ato de desobediência civil

O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 11h34

WASHINGTON - A polícia do Capitólio dos EUA deteve na segunda-feira quatro ativistas por fumarem cigarros de maconha em frente ao Congresso, segundo a organização DCMJ, que convocou o protesto.

Por ocasião da "reprogramação" de 20 de abril, que marca o dia extraoficial do consumo de maconha em toda América do Norte, o grupo a favor da legalização federal da erva organizou um "maconhaço" às portas da sede do legislativo americano como um ato de desobediência civil.

Segundo a DCMJ, duas mulheres e dois homens, entre eles o cofundador do grupo, Adam Eidinger, foram detidos após acenderem os cigarros de maconha em terreno federal, onde ela é ilegal apesar da descriminalização em alguns Estados e no Distrito de Columbia, no qual se encontra Washington.

Desde 2014, e graças a um referendo popular, a capital americana legalizou o uso privado da maconha, o que permite a posse de um máximo de 56,5 gramas, ter até seis plantas e presentear até 28 gramas de maconha aos maiores de 21 anos.

No entanto, a venda, compra e consumo em espaços públicos ainda está proibida na cidade. Atualmente, em 8 Estados está permitido seu uso recreativo, em 18 seu uso medicinal e em muitos outros os óleos de cannabis estão disponíveis para uso medicinal.

O protesto representa a segunda parte das ações da organização para pedir ao Congresso dos EUA que proíba a interferência federal nos Estados que a legalizam, depois que recentemente a DCMJ distribuiu mais de 1,2 mil cigarros da erva. 

Os ativistas voltaram a pedir ao presidente do Congresso, Paul Ryan, que prorrogue a emenda Rohrabacher-Farr, que expira no dia 28 de abril e proíbe o Departamento de Justiça de utilizar fundos para interferir com as leis de maconha dos Estados. Além disso, os ativistas reivindicaram uma reforma bipartidária para legalizar e descriminalizar a droga em todo o país. / EFE

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