Ativistas sírios fazem acusações à coalizão opositora

O principal bloco que oposição sírio pediu que a União Europeia (UE) forneça rapidamente armas sofisticadas aos rebeldes que lutam para derrubar o governo do presidente Bashar Assad. Também nesta quarta-feira, ativistas que estão em território sírio acusaram a liderança opositora de não cumprir suas obrigações com o povo sírio.

Agência Estado

29 de maio de 2013 | 11h00

O Movimento Revolucionário na Síria, uma organização que agrega vários grupos ativistas de todo o país, ameaçou retirar seu apoio à Coalizão Nacional Síria caso a liderança opositora, cujo racha interno é de conhecimento geral, não apresente uma estratégia que represente os milhões de sírios apanhados pela sangrenta guerra civil.

Embora a perda de apoio tenha pouco efeito prático, pode significar um pesado golpe simbólico para a Coalizão, que há tempos é acusada de estar fora do alcance daqueles que estão em território sírio.

A Coalizão está reunida há dias em Istambul, mas não conseguiu chegar a um acordo em vários pontos, dentre eles se vai ou não tomar parte das negociações internacionais de paz que devem acontecer em Genebra, em junho, da qual vão participar representantes do regime de Assad e que terão como objetivo alcançar uma solução para o conflito, que já dura mais de dois anos.

O Movimento Revolucionário disse que a Coalizão é "incapaz de cumprir suas obrigações devido à constante discórdia" entre seus integrantes e afirmou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira, que este foi "o último aviso" antes de o grupo retirar seu apoio.

"Nós esperamos em vão por vários meses que a Coalizão Nacional tomasse passos concretos e oferecemos várias chances para que a liderança fizesse isso", diz o comunicado. "A realidade é que não há dúvidas que...a liderança fracassou em cumprir sua responsabilidade de representar a grande revolução do povo sírio nos níveis organizacional, político e humanitário."

A coalizão de oposição ainda tem de decidir se vai participar das negociações de paz patrocinadas pelos Estados Unidos e pela Rússia. O grupo, que tem apoio dos Estados Unidos e de seus aliados europeus, afirma que Assad deve deixar o poder antes que qualquer negociação com Damasco aconteça.

O governo de Assad declarou que "em princípio" participaria das negociações em Genebra. As informações são da Associated Press.

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