Ativistas tentam furar bloqueio naval a Gaza em protesto

Barcos se aproximam do território palestino e já foram alertadas por israelenses a 'mudar curso'

Associated Press

04 de novembro de 2011 | 09h44

CIDADE DE GAZA - Dois barcos se aproximaram da costa da Faixa de Gaza nesta sexta-feira, 4, com o intuito de violar o bloqueio naval exercido por Israel sobre o território palestino como forma de protesto. As embarcações levam 27 ativistas e suprimentos.

 

De Gaza, o ativista Amjad Shawwa disse que os barcos estão a 80 quilômetros da costa e que eles foram avisados pelos militares israelenses para mudar a rota, pois estavam entrando em uma zona militar fechada. De acordo com ele, os ativistas ainda pretendem entrar em Gaza. Israel disse apenas que está "monitorando" as embarcações.

 

A Marinha israelense já interceptou protestos similares, levando as embarcações até um porto e detendo os participantes. Israel alega que seu bloqueio naval a Gaza é vital para evitar que o grupo militante palestino Hamas tenha acesso a armas e as use contra seu território. Enquanto ativistas criticam o embargo como forma de punir os habitantes da área, Israel afirma que suprimentos podem ser entregues via terrestre - onde passam por rigoroso controle.

 

Em maio do ano passado, nove ativistas turcos foram mortos durante a interceptação de uma flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza. O incidente elevou as tensões na região e as pressões sobre Israel, que foi forçado a relaxar o embargo, vigente desde 2006, quando o Hamas tomou o controle do território palestino.

 

O primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que os ativistas enviaram sua mensagem mesmo que não cheguem a Gaza. "O bloqueio é injusto e deve acabar", afirmou o palestino. 

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