Ativistas turcos apresentam lista com demandas

Ativistas turcos apresentaram nesta quarta-feira uma lista de demandas cujo cumprimento, afirmam, poderia encerrar os vários dias de protestos contra o governo, que se espalharam por todo o país. A polícia turca deteve, também hoje, 25 pessoas acusadas de usar as redes sociais para incitar o ódio e as manifestações no país.

Agência Estado

05 Junho 2013 | 12h37

Numa tentativa de aliviar as tensões, o vice-primeiro-ministro Bulent Arinc reuniu-se com um grupo que tentou evitar que as autoridades arrancassem árvores da praça Taksim, em Istambul. A repressão à manifestação fez com que outros protestos fossem realizados em vários pontos da Turquia.

Canhões de água e gás lacrimogêneo foram usados nas regiões centrais de várias cidades turcas. A Associação de Direitos Humanos, sediada em Ancara, disse que cerca de 1.000 pessoas ficaram feridas e mais de 3.300 foram detidas nos cinco dias de protestos.

O grupo também condenou o "vexatório" estilo de Erdogan e pediu que o governo interrompa o projeto na praça Taksim, proíba o uso de gás lacrimogêneo pela polícia e a libertação de todos os manifestantes presos, além do levantamento às restrições de liberdade de expressão e reunião. A Associação também quer que funcionários do governo - dentre eles governadores e graduados policiais - responsáveis pela violenta repressão sejam demitidos.

Aparentemente, os protestos ocorreram de forma espontânea e continuam sem líderes, por isso não há certezas de que as dezenas de milhares de manifestantes atenderão a um chamado do grupo para encerrar os protestos.

O grupo de acadêmicos, arquitetos e ambientalistas, conhecido como "Plataforma Solidária Taksim", foi formado com o objetivo de proteger a praça Taksim do projeto de reforma, que prevê a reconstrução de um quartel do Exército Otomano e de um shopping center.

As manifestações pareciam mais calmas nesta quarta-feira, embora milhares de trabalhadores sindicalizados, que fazem uma greve de dois dias, tenham marchado em direção a Taksim e ao centro de Ancara.

Mas houve confrontos violentos durante a noite nas vias que dão acesso aos escritórios de Erdogan em Ancara e Istambul, assim como na cidade de Antakya, perto da fronteira com a Síria.

A polícia deteve 25 pessoas por "espalhar informações falsas" nas redes sociais e supostamente ter incitado cidadãos a se unir aos protestos, informou a agência estatal de notícias Anatólia. Elas foram detidas na noite de terça-feira na cidade de Izmir, oeste do país, informou a agência, acrescentando que a polícia procura outros 13 suspeitos. Fonte: Associated Press.

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