AFP PHOTO / POOL / JEON HEON-KYUN
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Atletas norte-coreanos chegam à Coreia do Sul para os Jogos de Inverno

Comitiva, composta por 10 esportistas, 3 treinadores e outros 18 membros de apoio, desembarcou nesta quinta à cidade de Gangneung, uma das sedes dos Jogos; Justiça sul-coreana permite que bandeira do Norte seja hasteada em cidades olímpicas

O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 11h20

SEUL - A delegação de atletas norte-coreanos que participará dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang chegou nesta quinta-feira, 1º, à Coreia do Sul, oito dias antes do início do evento esportivo.

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A comitiva, composta por 10 esportistas, 3 treinadores e outros 18 membros de apoio, e liderada pelo vice-ministro de Esportes norte-coreano, Won Kil-un, chegou no aeroporto internacional de Yangyang às 6h09 local (19h09 de quarta-feira, em Brasília), segundo confirmou um porta-voz do Ministério de Unificação de Seul.

Este aeroporto fica junto à cidade de Gangneung, uma das sedes dos Jogos e em cuja Vila Olímpica se hospedará os atletas norte-coreanos. O voo entre as duas Coreias foi algo incomum já que, tecnicamente, os dois países permanecem em guerra porque o conflito bélico de 1950-1953 terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

Os dez esportistas, entre os quais estão patinadores e esquiadores, se unem às 12 jogadoras de hóquei sobre gelo que estão desde a semana passada treinando com as jogadoras do Sul, com as quais comporão uma equipe unificada, a primeira deste tipo desde 1991.

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Esta equipe é fruto dos históricos acordos alcançados em janeiro por ambos países para que o Norte participasse dos Jogos de Inverno que serão realizados em PyeongChang e para que as duas Coreias desfilem juntas na abertura.

Está previsto que o combinado coreano dispute um jogo amistoso contra a Suécia no domingo em Incheon, ao oeste de Seul, na primeira partida antes da competição oficial.

Os 22 esportistas norte-coreanos participarão dos Jogos graças a um convite especial do Comitê Olímpico Internacional (COI), já que dois deles - um casal de patinadores artísticos - tinham conseguido classificação e a Coreia do Norte sequer os inscreveu a tempo para que competissem nos Jogos de Inverno.

A comitiva que chegou hoje a Yangyang viajou em um voo charter junto com 20 esquiadores sul-coreanos que retornam após viajar ao Norte para realizar dois dias de treinos conjuntos com esportistas norte-coreanos na estação de Masikryong.

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Won, o vice-ministro norte-coreano que liderou a delegação, é um ex-levantador de pesos no cargo desde 2012 e que acredita-se que está encarregado de administrar a diplomacia esportiva do regime liderado por Kim Jong-un.

Símbolo

A bandeira nacional da Coreia do Norte foi hasteada nesta quinta na Coreia do Sul em função dos Jogos Olímpicos graças a uma dispensa especial da Justiça para evitar que o comitê organizador infringisse a lei.

De acordo com a legislação sobre segurança nacional, elogiar a Coreia do Norte é ilegal e pode resultar em uma pena de sete anos de prisão. Exibir a bandeira norte-coreana também é ilegal.

Mas para respeitar o protocolo do Comitê Olímpico Internacional (COI), segundo o qual as bandeiras de todos os países participantes devem ser hasteadas, a justiça sul-coreana anunciou uma isenção para as sedes dos Jogos Olímpicos.

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A vila olímpica foi inaugurada oficialmente nesta quinta-feira. A partir de segunda-feira serão organizadas as cerimônias de recepção dos atletas, com a presença da Guarda Militar de Honra sul-coreana, exceto no caso da Coreia do Norte, quando participarão voluntários civis.

O porta-voz do comitê organizador, Lee Ji-Hye, não explicou o motivo, mas a agência de notícias Yonhap informou que o governo não deseja que os soldados sul-coreanos saúdem os símbolos inimigos. / AFP e EFE

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