Ato contra queima do Alcorão deixa 45 afegãos feridos

A polícia do Afeganistão disparou tiros de advertência para dispersar um grupo de afegãos que participava de um ato hoje contra a queima do Alcorão. Pelo menos 35 policiais e 10 manifestantes ficaram feridos, informou o porta-voz do Ministério do Interior, Zemarai Bashary. Funcionários de hospitais disseram que duas pessoas tinham ferimentos provocados por armas de fogo, aparentemente por balas que ricochetearam.

AE-AP, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 15h17

A questão sobre a queima do Alcorão irritou milhões de muçulmanos e não muçulmanos em todo o mundo depois que o pastor Terry Jones, líder de uma pequena igreja da Flórida, nos Estados Unidos, ameaçou queimar o livro sagrado do Islã no dia do nono aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001. Embora o pastor tenha desistido da queima, várias pessoas queimaram cópias do Alcorão e divulgaram as cenas na internet.

A polícia afegã afirma que o Taleban tem usado deliberadamente a raiva provocada por esses atos para transformar as manifestações em protestos contra o governo, antes das eleições parlamentares que acontecem nesta semana.

Cerca de 800 manifestantes se reuniram em uma praça na periferia da capital Cabul gritando "Morte à América". Clérigos muçulmanos fizeram discursos exigindo a deposição do governo afegão e pedindo que as tropas estrangeiras deixem o país. Os manifestantes queimaram pneus e jogaram pedras contra a polícia, que responderam com disparos de rifles de assalto para o ar.

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