REUTERS/Bernadett Szabo
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Ato contra reforma trabalhista de Orban reúne 15 mil pessoas na Hungria

Lei autoriza que os empregadores possam solicitar a seus funcionários até 400 horas extras por ano, o equivalente a dois meses de trabalho, e pagá-las em um prazo de três anos

O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2018 | 19h55

BUDAPESTE - Cerca de 15 mil pessoas manifestaram-se neste domingo,16,  em Budapeste, em marchas convocadas pela oposição e por sindicatos, contra a política do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, dias após a aprovação de uma lei que flexibiliza os direitos trabalhistas.

A manifestação começou na Praça dos Heróis da capital e seguiu até a Praça do Parlamento. Foi o terceiro ato contra Orban em uma semana. Pela primeira vez desde a chegada do premier nacional-conservador ao poder, em 2010, toda a oposição, desde a extrema direita até os socialistas, passando pelos liberais, manifestou-se unida, para denunciar "uma lei escravocrata".

A lei autoriza que os empregadores possam solicitar a seus funcionários até 400 horas extras por ano, o equivalente a dois meses de trabalho, e pagá-las em um prazo de três anos. "Não negociam com ninguém, fazem só o que lhes dá vontade. Roubam tudo, é intolerável, não pode continuar assim", protestou o funcionário do setor de transportes Zoli.

Os manifestantes também pediram a derrogação de outra lei, aprovada esta semana, que cria jurisdições específicas para questões sensíveis, como concursos públicos ou disputas eleitorais, e que poderia colocar em risco a independência da Justiça.

Também houve manifestações no restante do país, principalmente em Szeged, cujo prefeito, socialista, pediu às empresas que boicotem a lei trabalhista. /AFP

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