Ato pró-palestino reúne intelectuais de Israel

Cerca de 300 israelenses, entre intelectuais e diplomatas influentes do país, realizaram ontem uma manifestação em Tel-Aviv em apoio ao pedido de reconhecimento do Estado palestino na ONU. O protesto ocorreu em frente ao edifício em que, em 1948, o líder sionista David Ben-Gurion declarou a independência de Israel.

TEL-AVIV, O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2011 | 03h02

Mais de 80 personalidades de Israel assinaram um documento solicitando que o país seja o primeiro a reconhecer a Palestina como membro pleno da ONU. Entre os manifestantes está o cineasta Ari Folman, o historiador do Holocausto Yehuda Bauer, os escritores Amos Oz e Yoram Kaniuk, a ex-ministra Shupalmi Aloni, o diplomata Alon Liel, o filósofo Avishai Margalit, o artista Mika Ulman e vários outros acadêmicos, ex-políticos, ex-militares e ex-diplomatas do país.

O texto pede a retomada das negociações diretas entre árabes e israelenses para que se evite uma "nova Massada", em referência à fortaleza construída pelo rei Herodes em uma colina 500 metros acima do Mar Morto, que serviu como abrigo para a resistência judaica ao Império Romano.

"A moralidade humana, a história judaica e os interesses de Israel mostram claramente o caminho para ser esse o primeiro país do mundo a reconhecer nas Nações Unidas nosso Estado vizinho e iniciar com ele negociações com base na igualdade, com intercâmbios territoriais e acordos de segurança", diz o documento, publicado no jornal Haaretz.

Os signatários consideram que o fim total e completo da ocupação dos territórios palestinos é uma condição básica para a liberdade de ambos os povos e para um futuro de coexistência pacífica. Na quarta-feira, eles se reuniram com diplomatas europeus e reforçaram o pedido. / EFE

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