Atraso irrita famílias de vítimas no Quênia

Enquanto polícia investiga atentado, grupo responsável por ataque a shopping mata 3 na fronteira com a Somália

26 Setembro 2013 | 23h03

Quase uma semana depois do ataque a um shopping de luxo na capital do Quênia, o número de mortos ainda não é preciso, não há informações sobre os desaparecidos nem sobre os terroristas. Nesta quinta-feira, 26, o Al-Shabab, mesmo grupo responsável pelo atentado em Nairóbi, atacou um posto de segurança perto da fronteira com a Somália e matou três pessoas.

Parentes das vítimas choravam nesta quinta do lado de fora do necrotério de Nairóbi, frustrados pela falta de informação e pelo atraso na liberação dos corpos das vítimas. "Eles dizem que estão preparando os corpos, mas não fazem nada", disse Roy Sam, cujo irmão, Thomas Ogala, de 33 anos, foi morto com um tiro na cabeça. O chefe do necrotério, Sammy Nyongesa, afirmou que os funcionário não estão autorizados a tocar nos corpos até que exames necroscópicos estejam concluídos.

O patologista Johansen Oduor disse que sua equipe ainda está removendo as balas e estilhaços para determinar como as vítimas foram mortas. "Muitos morreram com tiros no corpo, na cabeça, em todos lugares possíveis", explicou. "Outros morreram em razão de granadas e de fragmentos." Oduor recusou-se a revelar quantos corpos ainda estão no necrotério, dizendo apenas que a expectativa é a de receber mais vítimas.

A Cruz Vermelha do Quênia confirmou que 61 pessoas continuam desaparecidas e podem estar soterradas sob os escombros de uma área do shopping que desabou. Segundo o governo, 67 pessoas foram mortas no ataque – 61 civis e 6 membros das forças de segurança. / REUTERS

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