Franklin County Sheriff's Office/AP
Franklin County Sheriff's Office/AP

Atriz pornô que diz ter tido caso com Trump é presa nos EUA

Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels, é acusada de permitir que um cliente a tocasse durante uma apresentação de strip-tease, ato considerado ilegal em muitos Estados do país; para advogado, caso tem 'motivação política'

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 04h24
Atualizado 12 Julho 2018 | 10h05

WASHINGTON - A atriz pornô Stephanie Clifford - conhecida na indústria como Stormy Daniels - foi presa em um clube de strip-tease localizado em Columbus, Ohio, por ter permitido que um cliente a tocasse durante a apresentação, ato proibido em muitos Estados do país. Ela ganhou popularidade ao alegar que teve um caso amoroso com o presidente americano, Donald Trump, e atualmente trava uma batalha judicial contra ele.

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O advogado de Stephanie, Michael Avenatti, denunciou nesta quinta-feira, 12, em sua conta no Twitter que o motivo da detenção é uma "montagem" e que a operação tem "motivação política". "Stormy Daniels foi detida realizando o mesmo show feito em quase 100 clubes de strip-tease em todo o país. Isto foi uma montagem e motivado politicamente. Cheira a desespero. Vamos lutar contra todas as acusações falsas", disse ele.

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"Ela foi presa por supostamente permitir que um cliente a tocasse no palco de maneira não sexual. Vocês estão brincando? Vocês dedicam recursos para operações secretas para isso? Tem de haver maiores prioridades", acrescentou o advogado.

Além disso, Avenatti disse esperar que Stephanie saia "em breve" da cadeia sob fiança e seja acusada de um crime menor por permitir que fosse tocada. O Departamento de Polícia de Columbus ainda não se pronunciou sobre o caso.

A atriz alega que, durante a campanha presidencial de 2016, recebeu um pagamento de US$ 130 mil de Michael Cohen, ex-advogado de Trump, para manter em segredo um caso amoroso que teve com o magnata em 2006, pouco tempo depois de o republicano se casar com sua atual mulher, Melania.

Stephanie foi aos tribunais para desfazer o acordo, um litígio que ainda não foi resolvido, e denunciou intimidações de pessoas próximas ao presidente. Ela também aproveitou a popularidade para lançar uma turnê de apresentações por clubes de strip-tease nos EUA, incluindo a cidade de Columbus.

A princípio, Trump negou qualquer relacionamento com a atriz e ter conhecimento sobre o pagamento, mas depois admitiu formalmente o reembolso de mais de US$ 100 mil dólares a Cohen em 2017. / EFE, REUTERS e AP

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