, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2010 | 00h00

Estima-se que cerca de 50 mil mulheres tenham sido estupradas durante o conflito. Todas as etnias envolvidas cometeram abusos, mas a maioria dos violadores é de servo-bósnios. A violência sexual era usada como ferramenta de limpeza étnica: mulheres eram detidas em "campos de estupros", violentadas e soltas após o nascimento da criança

Assassinatos seletivos

Forças sérvias executavam homens em idade de combate, entre 18 e 60 anos, a maioria muçulmanos bósnios

Crimes albaneses

Após o fim do conflito, forças da Otan descobriram valas comuns com corpos de sérvios assassinados por albaneses de Kosovo. O general Mauro del Vecchio, que liderava as tropas italianas, revelou no ano passado que os crimes foram cometidos após a guerra e, até então, o tema era tabu e não podia ser discutido com jornalistas. Dois terços da população sérvia de Kosovo foi expulsa ou morta por albaneses

Limpeza étnica

Instrumento mais utilizado nos Bálcãs dos anos 90. Croatas e bósnios foram massacrados por forças da Sérvia. Sérvios foram executados por croatas e albaneses. Os símbolos da intolerância foram o massacre de Krajina, quando forças croatas mataram 1,5 mil sérvios, e o genocídio de Srebrenica, quando 8 mil bósnios foram executados pelos sérvios

Campos de concentração

Torturas, mutilações e assassinatos eram cometidos em campos de prisioneiros montados na Sérvia. Entre os principais responsáveis estão Radovan Karadzic, político sérvio, e o general Ratko Mladic

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