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Atuação de terceiros na morte de Neruda é 'altamente provável', diz documento

Governo chileno considera a hipótese nas suspeitas sobre a morte do Nobel de Literatura nos primeiros dias da ditadura de Pinochet, em 1973, segundo agência 'Reuters'

O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 18h19

SANTIAGO - O governo chileno considera "altamente provável" a atuação de terceiros na morte do prêmio Nobel de Literatura Pablo Neruda nos primeiros dias da ditadura de Augusto Pinochet em 1973, de acordo com um documento oficial conhecido nesta quinta-feira, segundo a agência de notícias Reuters.

Em uma carta ao juiz que investiga a morte do poeta, o Programa de Direitos Humanos do Ministério do Interior indica que, apesar de Neruda sofrer de câncer de próstata, não foram feitos procedimentos médicos e forenses para estabelecer claramente a causa da morte. "A partir das informações nos registros, a intervenção de terceiros é claramente possível e muito provável na morte de Dom Pablo Neruda", segundo o relatório.

Neruda, então membro do Comitê Central do Partido Comunista e personalidade mais importante da intelectualidade chilena na época, morreu no dia 23 de setembro de 1973, duas semanas depois do golpe militar que levou Pinochet ao poder.

A tese da entidade é a de que, segundo antecedentes registrados na investigação, uma injeção de substâncias não determinadas no abdômen do poeta teria provocado sua morte, e não o câncer que havia sido diagnosticado pouco antes.

O motorista do poeta, Manuel Araya, garantiu em reiteradas ocasiões que Neruda recebeu uma injeção fatal aplicada por agentes da ditadura que se infiltraram na clínica. Contudo, investigações anteriores não puderam estabelecer o suposto envenenamento do famoso escritor. / REUTERS 

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