Alberto Pizzoli
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Atuação do papa Francisco foi crucial para acordo

Muitos dos encontros entre Estados Unidos e Cuba ocorreram no Vaticano e pelo menos um deles teve a participação do pontífice

Cláudia Trevisan, de Washington / Correspondente, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2014 | 21h09

A atuação do papa Francisco foi crucial para o acordo que permitiu aos Estados Unidos e Cuba anunciarem ontem a retomada de suas relações diplomáticas. Muitos dos encontros entre os dois lados ocorreram no Vaticano e pelo menos um deles teve a participação do pontífice.

Nos discursos que realizaram ontem, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro agradeceram o empenho do papa nas negociações. Segundo assessores da Casa Branca, o pontífice enviou cartas aos dois líderes pedindo mudanças na relações bilaterais. Ainda de acordo com o assessores, Cuba foi o principal assunto discutido entre Obama e o papa no encontro que ambos tiveram no Vaticano em maio. 


As negociações entre os dois países começaram em junho de 2013 e foram realizadas em uma sucessão de encontros no Vaticano e no Canadá. Apesar de o país sediar as reuniões, nenhum representante do governo canadense participou das conversas.

Em nota, o Vaticano disse ontem que o papa recebeu delegações de ambos os países em outubro e buscou facilitar o “diálogo construtivo” entre ambas. Ainda segundo o Vaticano, na carta enviada a Obama e Castro, o papa Francisco os “convidou a resolver questões humanitárias de interesse comum, incluindo a situação de certos prisioneiros, para que se inicie uma nova fase nas relações” entre eles.

“Eu quero agradecer Sua Santidade Papa Francisco, cujo exemplo moral nos mostra a importância de buscar um mundo como ele deve ser, em vez de simplesmente aceitar o mundo como ele é”, declarou Obama. 

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