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Atual diálogo sobre Síria é a melhor chance de se solucionar o conflito, diz Kerry

Secretário de Estado afirma que EUA e Rússia têm muitos pontos em comum sobre o tema e pedem que sírios escolham seus líderes

O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2015 | 12h06

As conversas internacionais do fim de semana sobre a Síria, que ocorrerão em Viena, são a melhor chance de se chegar a uma solução política desde o início da guerra civil no país em 2011, avaliou o secretário de Estado americano, John Kerry.

"O desafio que enfrentamos hoje na Síria é apenas uma corrida para sair do inferno", disse Kerry na quarta-feira 28, em um discurso sobre a política externa americana para o Oriente Médio, no Carnegie Endowment for International Peace, um "think tank" de Washington, pouco antes de embarcar para Viena.

O chefe da diplomacia americana estará no encontro que começa nesta quinta-feira, 29, na capital austríaca. A reunião inclui os ministros das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, saudita, Adel al-Jubeir, e turco, Feridun Sinirlioglu. 

Na sexta-feira, chegam os chanceleres de Irã, Egito, Iraque e Líbano.

"Apesar do fato de que não será fácil encontrar um caminho para seguir na Síria - isso não vai acontecer automaticamente -, essa é a oportunidade mais promissora que temos para (encontrar) uma saída política", afirmou Kerry, ressaltando que o Irã, um aliado do regime de Damasco, participa dessa reunião pela primeira vez, junto com Moscou, que também apoia o presidente sírio, Bashar Assad.

Embora tenha insistido em que Washington é contra os ataques de Moscou na Síria, Kerry destacou que "é igualmente claro que Rússia e EUA têm uma quantidade impressionante de pontos em comum neste assunto".

Nesse sentido, o secretário americano afirmou que os dois países querem "uma Síria unida e secular", na qual os cidadãos possam escolher seus líderes em eleições.

"Estamos de acordo em que todos esses passos podem ser alcançados e que a Síria pode ser salva apenas por meio de um acordo político", ressaltou Kerry, argumentando que não se pode permitir que "um homem" - referindo-se a Assad - coloque-se no caminho da paz. A guerra na Síria já deixou 250 mil mortos desde março de 2011. /AFP

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