Atual presidente da Uganda lidera corrida presidencial no país

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, conseguiu uma boa vantagem na primeira eleição multipartidária do país em 25 anos. No entanto, ele foi muito criticado por enviados da União Européia (UE) e por seus adversários, que o acusam de fraude. A missão da União Européia também recomendou que a lei que limita em dois o número máximo de mandatos de um presidente - suspensa ano passado por Museveni - voltasse a vigorar no país. "A reinstauração do limite de dois mandatos deve ser considerada para as próximas eleições presidenciais", disse Max van den Berg, enviado chefe da UE. Segundo ele, a mudança na constituição - que, além de garantir a eleição multipartidária, possibilita a Museveni governar quantas vezes ele quiser - falhou ao não criar bases justas para uma eleição multipartidária. Além disso, Berg afirmou que a campanha do líder da oposição, Kizza Besigye, foi prejudicada por inúmeros boatos - como, por exemplo a acusação de estupro, que tinha como objetivo, segundo o próprio Besigye, acabar com seu nome na política. Museveni foi aclamado como um novo tipo de líder quando aceitou o limite de mandato e a liberação econômica há dez anos. Mas, em anos recentes, investidores estrangeiros cortaram seus negócios com a Nigéria e criticaram os modos pouco ortodoxos do presidente consolidar o poder. A UE, além disso, descobriu que Museveni domina a rádio e a televisão estatais e usa dinheiro do Estado em sua campanha. Mas a missão européia, no entanto, elogiou a Comissão Eleitoral pela melhora nos processos de votação e contagem. Winnie Byanyima, mulher de Besigye, disse a repórteres que o Fórum para Mudanças Democráticas acredita que as eleições estão longe de serem livres e justas. "Nós estamos vendo sérias irregularidades e fortes suspeitas de que há uma tentativa de manipulação de resultados a favor do presidente Museveni", ela disse.A prévia eleitoral mostra uma vantagem significativa de Museveni, com 65,5% dos votos, contra 31,9% de Besigye. Outros três candidatos dividem menos de 3% dos votos. O candidato precisa de mais de 50% para evitar o segundo turno. A Comissão Eleitoral anunciará os resultados oficiais na tarde deste sábado.

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