Audiência de líder opositor venezuelano é adiada

Leopoldo López, detido desde fevereiro, foi levado de volta ao presídio militar e criticou adiamento

O Estado de S. Paulo,

08 Maio 2014 | 12h23

CARACAS - A audiência judicial que definiria se o líder opositor venezuelano Leopoldo López seria processado, prevista para esta quinta-feira, 8, foi adiada, informaram fontes do partido de López, Vontade Popular. "A Justiça adiou a audiência preliminar de Leopoldo López, que está sendo levado novamente para a prisão militar de Ramo Verde", informou o partido, em nota.

Os motivos do adiamento não foram esclarecidos. Por volta das 9h (horário de Brasília) desta quinta, López foi levado da prisão para o Palácio da Justiça. Duas horas depois, o adiamento foi informado no Twitter de López por um integrante de sua equipe, responsável por divulgar o que aconteceria na audiência.

"Hoje a Justiça injusta se escondeu. O que temem? A verdade? Sabem que devo sair em liberdade", disse López antes de ser levado de volta ao presídio, informou o integrante de sua equipe.

O líder opositor está detido desde 18 de fevereiro, quando se entregou à polícia durante manifestação contra o presidente Nicolás Maduro. López pede a renúncia de Maduro e convocou protestos contra o governo em fevereiro.

No dia 12 de fevereiro, a manifestação que convocou terminou em confrontos. Há um mês, o Ministério Público acusou o opositor de "instigação pública, danos a propriedade, incêndio e associação para o crime".

A audiência desta quinta decidiria se López seria processado ou libertado, condição que o partido opositor Mesa de Unidade Democrática (MUD) impôs para voltar a dialogar com o governo.

A detenção de López, outros opositores e estudantes causaram mais protestos, que criticam a alta inflação, a escassez de produtos básicos como papel higiênico e a violência. Desde fevereiro, os confrontos nas manifestações deixaram 41 mortos./ EFE

 

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