Audiências sobre morte de Diana serão públicas

As audiências da Justiça britânica sobre a morte da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al Fayed, serão realizadas em público, revertendo uma decisão anterior, disseram fontes judiciais nesta quinta-feira, 6.A decisão original da juíza Elizabeth Butler-Sloss havia sido duramente criticada pelo pai de Al Fayed, Mohamed, dono da sofisticada loja de departamentos londrina Harrods.As audiências preliminares, marcadas para o mês que vem, são mais um passo na investigação exaustiva sobre a morte de Diana, que era divorciada do príncipe Charles, herdeiro da coroa britânica.Diana, que tinha 36 anos, Al Fayed e seu motorista, Henri Paul, morreram na colisão do veículo Mercedes contra as paredes de um túnel em Paris, em 1997.Um inquérito realizado durante dois anos na França concluiu que Paul estava bêbado, sob influência de antidepressivos e em velocidade excessiva, o que o tornava culpado pelo acidente.AprofundamentoA investigação britânica foi iniciada em janeiro de 2004, e logo em seguida o legista real Michael Burgess pediu à polícia que aprofundasse as investigações sobre as circunstâncias da morte deles.Burgess solicitou que John Stevens, ex-chefe da polícia londrina, examinasse teorias conspiratórias de que o casal havia sido morto por espiões britânicos para encobrir o constrangimento da realeza com o relacionamento.Stevens deve apresentar na próxima semana os resultados de seus quase três anos de investigações.O Escritório de Comunicações Judiciais disse que Butler-Sloss originalmente decidiu realizar as audiências de 8 e 9 de janeiro a portas fechadas por motivos práticos, como o tamanho do plenário disponível."Ela reconsiderou diante do forte interesse do público em que essas audiências em particular sejam realizadas em público", disse um porta-voz.Essas audiências servirão para definir se um júri deve estar presente para um inquérito pleno e, nesse caso, que forma este assumiria.Um porta-voz de Mohamed Al Fayed elogiou a decisão. Ele continua convencido de que espiões britânicos mataram o casal para impedir que seu filho, muçulmano, se casasse com Diana."Ele não acredita que nada deva ser feito a portas fechadas. Não há razão para isso, ninguém tem nada a temer à luz fria do dia, exceto aqueles que podem ser culpados", disse um assessor do empresário à emissora Sky News.

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