Auditoria das eleições no Afeganistão enfrenta problemas

A auditoria de todos os votos da eleição presidencial do Afeganistão enfrenta novos obstáculos dias depois de ter começado, com a falta de um acordo entre as duas equipes de campanha sobre como desqualificar votos fraudulentos.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2014 | 16h41

A auditoria dos mais de oito milhões de votos registrados começou na quinta-feira como parte de um acordo intermediado pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para superar o impasse político entre os dois candidatos do pleito: Ashraf Ghani, ex-autoridade do Banco Mundial, e Abdullah Abdullah, ex-ministro de Relações Exteriores.

A crise política, provocada por alegações de fraude nas eleições de 14 de junho, eleva a perspectiva de uma guerra civil. Abdullah se recusou a aceitar os resultados preliminares, divulgados pelas autoridades eleitorais do país, que apontaram vitória de Ghani.

Como parte do acordo, as equipes de campanha concordaram com uma recontagem dos votos monitorada por seus representantes e observadores independentes em Cabul, sob a supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, o acordo não detalha como os votos serão sortidos. Sem um acordo sobre como anular votos, alguns observadores afirmam que falta força ao processo.

Em um sinal da falta de clareza, a auditoria foi suspensa na tarde de sábado, quando os agentes de Ghani abandonaram a recontagem após um pequeno desacordo com a equipe adversária. A auditoria recomeçou neste domingo, depois de os dois lados terem negociado uma solução. Fonte: Dow Jones Newswires.

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