Aumenta busca por saída diplomática no Oriente Médio

Ao mesmo tempo que se intensificam os ataques de lado a lado, aumentam os esforços de líderes palestinos e israelenses para uma saída diplomática que ponha fim ao banho de sangue.A rádio pública de Israel informou nesta quinta-feira que o ministro da Defesa, Binyamin Ben Eliezer, reuniu-se em Tel-Aviv no fim da noite desta quarta-feira com dois altos funcionários da Autoridade Palestina (AP), o chefe de Segurança Preventiva da Faixa de Gaza, Mohammed Dahlan, e o assessor econômico Mohamad Rashid. O objetivo é diminuir a tensão nos territórios ocupados pelos israelenses e buscar um cessar-fogo.O gabinete do ministro Ben Eliezer não confirmou a notícia. No entanto, na semana passada, ele revelou à imprensa que mantém contatos "diretos" e "quase diários" com representantes da AP.Arafat reiterou nesta quinta-feira chamamento feito aos grupos radicais palestinos, em 16 de dezembro, para que cessem os ataques aos israelenses e ordenou a prisão de três acusados de terem matado o ministro do Turismo, Rehavan Zeevi. A exortação do líder da AP produziu somente alguns dias de relativa calma. Um ataque de Israel, retaliações de radicais palestinos e a permanência dos bloqueios militares israelenses reacenderam o conflito.O chanceler israelense, Shimon Peres, afirmou nesta quinta-feira em Madri que chegou a um "acordo preliminar" com a AP, em negociações com o presidente do Parlamento Palestino, Ahmed Korei. A fórmula depende, porém, de aval de Sharon. Ela prevê oito semanas de trégua, depois da qual será criado um Estado palestino nas áreas sob controle da AP na Faixa de Gaza (cerca de 70%) e Cisjordânia (menos de 20% do território). Depois seriam negociados o status de Jerusalém, o retorno dos refugiados e as fronteiras da Palestina.O primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar - cujo país detém a presidência rotativa da União Européia (UE) - pediu o fim dos ataques terroristas de palestinos, a retirada das tropas israelenses dos territórios ocupados e a devolução da liberdade de movimentos a Arafat, como passos prévios para maior envolvimento da UE no processo de paz.O secretário-feral da ONU, Kofi Annan, disse nesta quinta-feira à noite, no Conselho de Segurança, que o conflito está se encaminhando para uma guerra total. Os países árabes pediram que o CS envie uma missão à região, mas a aprovação é improvável, porque os EUA, aliados de Israel, devem vetá-la.

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