Aumenta disputa de presidenciáveis dos EUA por voto hispânico

Os candidatos à Presidência dosEstados Unidos parecem não poupar esforços para conquistar oestratégico eleitorado hispânico. O democrata Barack Obama estádisposto a gastar cifras recordes para atrair esse segmento, eo republicano John McCain está investindo na publicidade emespanhol. Obama tem ligeira vantagem sobre McCain ou estátecnicamente empatado com ele, segundo as pesquisas. Mas, entreos eleitores de origem latina, ele lidera com folga. "Obama se dá muito bem entre os hispânicos, minhaexpectativa é que vença por uma margem de 2 para 1", disse àReuters Larry Sábato, cientista político da Universidade daVirgínia. Pesquisa divulgada em 24 de julho pelo instituto PewHispanic Center, feita junto a 2.015 cidadãos de origem latina,mostrou 66 por cento das intenções de voto para Obama, contra23 por cento para McCain. Os latinos são a principal minoria dos EUA, com cerca de 46milhões de indivíduos, e também a que mais cresce.Tradicionalmente, votam nos democratas, embora George W. Bushtenha tido 40 por cento entre eles na eleição de 2004. Na última eleição presidencial, cerca de 7,5 milhões dehispânicos foram às urnas. Especialistas estimam que desta vezpodem ser 9 milhões. "Trata-se de um grupo de importância crescente", disseStephen Hess, analista da Brookings Institution. "É uma população mais jovem, com menos educação, com menoscidadãos, mas se vemos o crescimento dos meios de comunicaçãohispânicos, nas TVs, rádios e jornais, comprovamos seucrescente poder", disse ele, lembrando que a mídia em inglês,por outro lado, atravessa uma crise. O voto hispânico, além disso, está concentrado em Estadospoliticamente estratégicos, como Novo México, Flórida, Nevada eColorado, segundo o Pew Hispanic Center. Vince Casillas, coordenador da campanha de Obama paraveículos de comunicação hispânicos, disse à Reuters que ocandidato viajará em breve a esses Estados e que ali serãocolocados anúncios de rádio e TV a partir da semana que vem. Apesar dos persistentes rumores de que Obama irá ao México,Casillas disse que tal possibilidade é remota. "Temos uma duracampanha a fazer por aqui", afirmou. Durante a campanha, McCain já esteve no México e naColômbia, e acusou Obama de nunca ter viajado à AméricaLatina.

ADRIANA GARCIA, REUTERS

05 de agosto de 2008 | 19h54

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