Aumenta número de crimes por ódio racial nos EUA

Os crimes provocados por ódio racial, em reação aos atentados terroristas da terça-feira passada, aumentaram nos últimos dias nos EUA mesmo depois da visita do presidente George W. Bush a uma mesquita para demonstrar tolerância para com os árabes americanos, disseram hoje fontes do FBI. Em San Gabriel, condado de Los Angeles, na Califórnia, o FBI disse que a morte de Abel Karas, de 48 anos, assassinado no sábado, está sendo investigada como crime de ódio racial. Familiares acreditam que ele tenha sido morto a tiros por ser muçulmano, pois nada foi levado de sua loja e a caixa registradora estava intacta. O diretor do FBI, Robert Mueller, disse que sua instituição investiga pelo menos 40 possíveis casos de crimes de ódio. O FBI também investiga a morte, no fim de semana, de Balbir Singh Sodhi, um ex-taxista de San Francisco de religião sikh, atingido por tiros em um posto de gasolina em Mesa, Arizona.Enquanto isso, Sean Fernández, um australiano de 26 anos de origem indígena e hispânica, e Robin Clarke, um engenheiro australiano que reside em San Francisco, recuperam-se de uma surra que levaram na sexta-feira aos gritos de "não gostamos de árabes". Os traços fisionômicos de Fernández fazem com que ele seja confundido com um árabe, e Clarke o acompanhava quando foi agredido.

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